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 My Utopia - Remix

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MensagemAssunto: My Utopia - Remix   Dom 18 Ago - 13:42

Em um mundo onde as máquinas são criadas à imagem e semelhança dos seres humanos, poderiam ter estas sentimentos reais ou seria tudo sintético, apenas uma representação de humanidade? Podem emoções ser quantizadas? O que define o "ser humano"?

Essa é a minha Utopia, dividida em seis atos. Cada um explorando uma ideia, uma emoção, uma verdade universal.

Act I – Fear Is An Utopia
“Ninguém avança sem se mover. O medo não é uma opção, é a fuga delas.”

Act II – Hope Is An Utopia
“A esperança é a primeira que morre. Na face do fracasso, da catástrofe, do inevitável, as pessoas sempre preferem se ajoelhar a continuar lutando, seguindo em frente.”

Act II.V/Humanity Awakening Gaiden – Freedom Is An Utopia
“Nós escolhemos porque não temos escolha. Nós andamos em linha reta achando que estamos tomando decisões. A liberdade é uma farsa brilhante, bem elaborada, que nos adestra, que nos doma, tornando-nos indiferenciáveis dos animais que tanto rotulamos como inferiores.”

Act III – Life Is An Utopia
“A vida é uma mentira. Cegos pelas luzes da sua civilização de papel, os seres humanos preenchem-se a cada dia mais de vazio, de alienação, negligenciando e destruindo o mundo ao seu redor.”

Act IV – Death Is An Utopia
“Tudo que é vivo morre. A primeira e única verdade universal, da qual ninguém pode escapar é também aquela que os seres conscientes mais se recusam a aceitar.”

Act V – Loneliness Is An Utopia
“Por mais longe, escondido e focado que esteja, nunca se está sozinho. Há sempre algo maior envolvendo tudo que é finito, sempre alguém mais no mesmo lugar que você.”

Act VI/Movie – Closure Is An Utopia / Utopia Reanimation
“Nada realmente chega ao fim. As coisas simplesmente se renovam, se transformam, sem nunca desaparecerem por completo.”
_____________________________________

É isso aí. Se gostarem, posso postar contos que escrevi ao longo dos anos sobre a história. Aliás, imaginei teasers das temporadas, encaixei trilhas sonoras pras mais diversas situações, até pensei em algumas adaptações pra games. Tudo encontra-se em minha mente.
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MensagemAssunto: Re: My Utopia - Remix   Dom 18 Ago - 13:44

Pra começar, postarei os dois primeiros capítulos do retorno de Houx ao seu tempo e as mudanças efetuadas intencionalmente ou não. Como Utopia é derivada de MMGX, fatores foram mantidos (como alguns personagens).
As duas maiores influências dessa parte são:

1) Heroes - Principalmente primeira temporada, com a previsão do futuro apocalíptico, o clash de personagens que termina em catástrofe, etc. Plot tranquilo que pode ser explorado por partes, com gaidens bem posicionados no meio da história principal.

2) Steins;Gate - Linhas temporais. A inteligência artificial companheira de Houx consegue medir a distorção entre as linhas do tempo e catalogá-las, como o dispositivo que o Rintarou inventou no anime/game. Steins;Gate é uma excelente influência quando se trata de alteração do tempo, porque explora de uma forma completa e ao mesmo tempo simples de ser entendida.
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MensagemAssunto: Re: My Utopia - Remix   Dom 18 Ago - 13:45


--- Across Time and Space ---

*No meio da cidade deserta, envolta pela poeira e em processo de ser retomada pela natureza, um grande brilho surgiu. Num beco escuro, em meio a destroços de antigas sacadas, faíscas iluminaram o chão. Foram tornando-se mais intensas e barulhentas, até que subitamente pararam. Menos de um segundo depois, um homem surgiu ajoelhado. Trajava uma armadura negra e robótica, possuía cabelos de coloração cinza ligeiramente compridos e olhos vermelhos perceptíveis. Ele levantou-se e olhou em volta, enquanto sua expressão mudava de um vazio sério para surpresa completa. Parecia que havia ido parar no lugar errado*

Tá, isso é estranho. MAG, informe local e data.

Ryokai. Analisando… Dia 14 de Julho de 2073. Localização: Nova Iorque.

*Ele cerrou as sobrancelhas, enquanto sua expressão se enchia de raiva e incompreensão*

Não pode ser. MAG, me mostre o medidor de distorção do espaço-tempo.

Carregando… Linha 4e86823amx4nsgf3668k2δ. Diferença da linha original: 0,29%. Diferença da linha-meta: 0,43%

Eu sabia que não deveria ter voltado. EU SABIA! Um movimento errado, uma ação mal-feita...

*Começou a andar, olhando cuidadosamente ao redor. Saiu do beco, entrando numa grande avenida. Carros estavam destruídos, lixeiras abertas. Um caos silencioso. Não havia fogo, não havia corpos. No horizonte, só uma poeira fina e cortante, que diminuía a visibilidade*

Uma simples frase proferida de forma incorreta pode ter causado isso. Eu alterei demais o passado. E passei tempo demais tentando consertá-lo. Tempo demais.

*Perdido em seus próprios pensamentos, continuou a andar pela cidade em ruínas, tentando não chamar a atenção, sem perceber que uma sombra já o seguia de longe. Mexeu em alguns veículos, nada relevante. Viu um lugar que parecia ter sido uma loja, entrou pra conferir. Tentava reconstruir o estabelecimento em sua mente, imaginando o que estava aonde antes daquele caos misterioso tomar seu lugar*

MAG, procurar por transmissões de vídeo. Quero saber o que aconteceu aqui.

Entendido. Realizando busca...

*Alguns segundos se passaram. O homem se perguntava o porquê de tanta demora, sem perceber o óbvio. Também, naquela situação, ninguém perceberia*

Nenhuma transmissão foi encontrada.

O QUE? Estenda a busca. Procurar por sinais nas frequências de rádio e de streaming de dados

Roger. Estendendo parâmetros e refazendo a busca...

*Começou a remexer o lugar, procurando por alguma coisa que pudesse lhe ajudar a descobrir o que diabos acontecera*

Vamo lá, TEM que ter um computador aqui em algum lugar..!

*Era uma loja pequena, provavelmente uma dessas de conveniência 24 horas. Não parecia ter sido do tipo rica em computadores, mesmo em seus dias de glória. Ele sabia disso, mas mesmo assim procurou, até achar um pequeno terminal, atrás do caixa. Conectou-se a ele*

MAG, já terminou..?

98% concluído. 99%. 100%. Nenhuma transmissão encontrada em nenhum espectro.

*Ele colocou as mãos no rosto, enquanto fechava os olhos. Ficou assim alguns segundos e então voltou-se novamente para o terminal, após respirar fundo*

Okay. Agora eu preciso que você procure nesse terminal por alguma informação destoante.

Destoante, waka-sama?

É, MAG. Eu fiquei sem ideias. Somente procure qualquer coisa fora do normal.

Hai, realizando busca...

*Mais alguns segundos, que pareceram bem mais extensos, de agonia*

Encontrada uma anomalia.

O que cê tá esperando? Mostra.

Múltiplos terremotos ao redor do mundo, todos com mais de 6 pontos na escala Richter. Erupções vulcânicas subsequentes. Bilhões de mortos, a grande maioria deles na América do Sul. Parece...
Extinção em massa, waka-sama. Achei uma imagem da catástrofe.


*Arregalou os olhos e caiu no chão em desespero, sentando-se de qualquer jeito, sem se preocupar com o barulho ou com as coisas ao seu redor. Estava fechado em sua mente, tentando entender tudo aquilo*

Masaka... Que espécie de mundo eu criei?

*Dizia, enquanto na tela do pequeno computador podia-se observar uma imagem do planeta visto do espaço, com uma cratera gigante ocupando a parte majoritária da América do Sul. Era tão grande que chegava a mudar ligeiramente a silhueta da Terra. Difícil imaginar como ela aguentara tamanho impacto e ainda permanecia inteira*

O que foi... Que eu fiz... De TÃO errado..?


Across Time and Space – End
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MensagemAssunto: Re: My Utopia - Remix   Dom 18 Ago - 13:52


--- The World We All Want ---


*Sentado no chão da loja destruída, estava o jovem de cabelos cinzas e armadura metálica negra, revendo todas as suas ações naqueles inúmeros anos, pensando em qual delas tinha gerado o cenário no qual o mundo se encontrava. Passou vários minutos assim, imóvel, divagando simplesmente*

Espera. Calma. Você pode consertar. Não há nada que você NÃO possa consertar.

*Disse enquanto abaixava a cabeça novamente, voltando à realidade. Foi então que um pequeno barulho entrou em seus ouvidos. Barulho de movimento, de alguém que pisou sem querer em algo que não devia. Alguém que certamente não queria fazer isso. Tivesse o feito segundos antes, o jovem nem teria notado. Tivessem batido um caminhão na esquina segundos antes e ele não notaria. Mas agora seus sentidos robóticos estavam novamente no comando*

Droga.

*Falou baixinho enquanto levantava-se rapidamente e voltava sua cabeça para a porta. Uma silhueta cruzou rapidamente a janela*

Caralho, quem mandou eu ficar me lamentando!

*Poderia ter explodido a porta, poderia ter imobilizado quem quer que fosse com apenas um movimento, mas não queria chamar ainda mais a atenção. Não sabia com o que estava lidando. Correu para a porta, saiu da loja, olhou para os dois lados. Viu o canto de uma blusa branca virando a esquina*

MAG, varredura!

Ryokai! Executando varredura e mostrando no visor!

*Menos de um segundo passado e um mapa surgiu no campo de visão de seu olho direito, com o alvo marcado nele, em movimento rápido*

Nigasanai. Ninguém pode escapar de mim.

*Enquanto isso, uma mulher de blusa com capuz branco e calça jeans corria desesperadamente, virando de beco em beco, pra tentar despistar seu perseguidor. Olhava para trás ora ou outra, enquanto parecia que conseguia lentamente tomar distância dele. Talvez justamente por causa dessa distância, talvez por estar ofegante, talvez por ter olhado pra trás naquele exato momento, não percebeu que um braço se erguera bem à frente de seu rosto ao cruzar uma esquina. Ela bateu em cheio no antebraço estendido, capotando e voando longe. Era o jovem androide, que a havia enganado com uma ilusão. Ele se aproximou andando calmamente, enquanto ela se levantava e virava-se pra ele. Tinha pele clara e cabelos roxos, suaves e claros. Era um rosto conhecido*

Clarence... Moon?

Eu mesmo, idiota.

*Colocou as duas mãos na cabeça, enquanto fechava o olho direito e fazia uma cara de dor. O golpe tinha sido forte*

Por que me atacou, Damon Houx?

Eu não te ataquei, eu só queria te parar. Você que estava correndo feito uma louca. Aliás, por que? Aliás, o que você tá fazendo aqui? Aliás, o que CAPETAS aconteceu com a Terra?!

*A garota levantou-se com certa dificuldade, ajudada por Damon. Limpou a poeira da roupa, enquanto ouvia-o resmungar e fazer pergunta atrás de pergunta*

Calma! Uma coisa de cada vez. Primeiro de tudo nós temos que sair daqui.

Não, primeiro de tudo você vai responder o que eu quero saber.

*Fez uma cara de descontentamento por um bom tempo, como se estivesse procurando por alguma alternativa à teimosia do interlocutor. Por fim, bufou e deu de ombros*

Parece que não tem jeito mesmo. A sua mente tá uma bagunça, vai ser difícil nos movermos assim. Pois bem, vou te contar. Mas já aviso, não temos muito tempo.

Como assim, criatura? Não temos muito tempo por que?

”Eles” estão por perto.

Eles quem? Do que cê tá falando, mulher..?

Caralho, cê vai me escutar ou vai continuar falando?

*Disse, com as mãos na cintura, numa pose brava, porém não intencionalmente cute. Damon parou e se acalmou, parte porque era bom saber que ainda tinha alguém ali, alguém vivo e que lhe dirá o que aconteceu, parte porque tal pose havia desconstruído seja lá o que estava se passando em sua mente antes*

D...Desculpe.

Bom, pra começar, isso é sim culpa sua. Foi mal, mas é verdade. Se eu fosse chutar um momento, seria quando você foi capturado por Kerahk.

*Houx arregalou os olhos, preenchido por pavor. Havia percebido algo que preferiria ter deixado passar batido*

Sim, ele copiou a sua tecnologia. E usou-a pra criar os androides mais poderosos já vistos. Você conhece Kerahk, sabe que ele é maluco e só poderia ter criado algo que nem podemos começar a imaginar.

*O jovem estava ali parado, ouvindo. Sabia que tudo isso era verdade. Seus pensamentos se misturavam com culpa, arrependimento, aceitação, desespero e uma vontade crescente de acordar de um sonho*

Pois esse alguém é Helius. E ele é absurdo mesmo para nós, perfectloids.

*Damon interrompeu-a*

Tá, tudo bem, mas como um androide só pôde causar TANTA destruição!?

*Clarence sorriu levemente, estava prestes a falar algo bem irônico*

Ah, isso cê vai ter que perguntar pro seu amiguinho, Gate.

Gate está vivo?

*A jovem moça balançou a cabeça negativamente*

Nope. Ele e Helius se mataram. E fizeram o favor de levar meio planeja junto.

*Houx não entendia nada. Não conseguia processar aquela informação. Ele era um dos androides mais avançados de seu tempo. E a tecnologia não havia evoluído tanto assim nesses dez anos. Como então poderia existir um ser com poder suficiente para sumir com um continente? Parecia que cada frase que Clarence dizia só o deixava ainda mais confuso*

Eu sei, se acalma. Eu explico. Kerahk criou Helius e usou seu tremendo poder para destruir os Maverick Hunters. Contudo, a criação era muito mais forte que seu criador. E tinha personalidade própria, um erro que Kerahk não deveria ter cometido. Sabia de sua superioridade, sabia que não existia ninguém igual a ele. Sabia que não tinha porque obedecer. Então destruiu Kerahk...

Há, bem feito. Aquele merece.

É, mas com Kerahk fora do caminho, Helius começou sua própria cruzada. Não contra os Hunters, mas sim contra todos os seres humanos. Ele via a humanidade como uma imperfeição. Imperfeição essa que precisa ser eliminada. Hoje, mais de 80% da população morreu.

Mas você não falou que Helius está morto?

Sim, mas sua facção não. Ao tomar conta dos projetos de Kerahk, soltou muitos androides bem fortes no mundo. A maioria dos Hunters morreu no primeiro ataque de Kerahk e os restantes na batalha que terminou com Gate se sacrificando para destruir Helius.

Ainda não entendi o buraco no planeta.

A fonte de energia de Helius é um gerador de fusão nuclear. Basicamente um mini-Sol em seu peito. Se qualquer dano fosse causado a tal gerador, ele entraria em colapso e causaria uma explosão na casa dos gigatons. O planeta inteiro teria ido pro saco se Gate não o tivesse carregado até a exosfera para que explodisse lá.

*O jovem tinha acabado de ouvir a história mais viajada que já tivera notícia. Parecia tirada das páginas de uma história em quadrinhos, direto para sua mente. Isso parecia o absurdo dos absurdos mesmo pra ele, uma máquina que acabara de viajar no tempo. Mas não tinha razões para duvidar dela, afinal, era Clarence Moon*

Então quando você fala “deles”, se refere aos androides de Helius?

Esses mesmo. Os androides que vão aparecer aqui daqui a pouco, se não nos escondermos agora.

*Foi então que um barulho de asas cortou o silêncio da cidade em ruínas*

Meio tarde pra isso, Claire.

*Era uma voz vinda de trás deles, próxima. Clarence arregalou os olhos mesmo sem se virar, como se conhecesse de quem ela era. E não só ela, porque no momento em que Houx viu de quem era voz, sua expressão se tornou uma mistura de surpresa com pavor. Era um fantasma, alguém que simplesmente não poderia estar vivo*



The World We All Want – End
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MensagemAssunto: Re: My Utopia - Remix   Dom 18 Ago - 17:16


--- Sacrifice ---


*Uma luz laranja cortante emanou pelo buraco no peito do androide de pele branca. Ele flutuava a poucos centímetros do chão, imóvel, olhando para o dano que acabava de lhe ser causado, sem esboçar expressão nenhuma. Seus olhos completamente negros, de pupilas, íris e escleras indistinguíveis, alienígenas pra qualquer um que não estivesse acostumado, voltaram-se em seguida para o oponente à sua frente, quase partido ao meio. O jovem de cabelos brancos e pele pálida brilhava em um tom azul claro, tendo sua espada de cor igual e formato único, com um buraco circular entre o cabo e a lâmina, aumentado seu alcance com várias camadas de energia. Seu corpo, coberto por uma suit negra de nanokevlar e grafeno, reconstruía-se rapidamente. Linhas de energia o percorriam todo, indicando que estava usando seu potencial máximo. Quando seu rosto terminou de se refazer por completo, voltou suas íris azul-piscina para o seu inimigo e o furo que transpassava seu peito, de onde a luminosidade aumentava gradativamente. Seu corpo parou de brilhar e as linhas sumiram, fazendo com que sua espada voltasse ao normal e sua pele adquirisse uma coloração mais humana. Ele tremeu como havia feito poucas vezes antes e sentiu um calafrio subir por sua espinha. O outro androide, completamente calmo, se aproximou um pouco, ainda sem tocar o chão*

V-Vocês nunca vencerão. Eu p-posso cair, MAS VOU L-LEVAR TODOS VOCÊS J-JUNTO COMIGO!
 
*O ferimento cobrava seu preço e a fala do androide agora era mais metálica e inconstante. Este abriu os braços e seu peito começou a brilhar ainda mais. A temperatura começou a subir rapidamente e a pouca vegetação daquela paisagem desértica e ensolarada ao redor a morrer. Seu oponente tremeu de desespero, pois por mais forte que tivesse se tornado, não havia nada que poderia fazer para impedir o que estava por vir. Helius iria explodir. E sua fonte de energia, um Sol em miniatura, iria levar metade do planeta junto*

Fuck! E agora, o que eu faço?

*E atirou-se ao chão, a bater com os dois punhos nele, furioso com sua impotência. Não muito longe dali a Valquíria Mecânica continuava a enfrentar seu oponente controlador dos elementos. O confronto dos dois era comparado. Para cada furacão que Apollyon invocava, Alice se teleportava para suas costas. Para cada ataque de sua enorme shuriken envolvida em chamas, uma defesa da oponente com suas largas asas metálicas. De súbito, uma luz penetrante interrompeu a batalha, cegando ambos*

N-Não pode ser... Helius está...? 

*Alice entendeu o significado de tais palavras na hora*

Você quer dizer que esta luz é o gerador de Helius se sobrecarregando?

(Trilha sonora: 
)

*Mal terminou a sentença e já desaparecera, usando o máximo do alcance de seu movimento instantâneo para chegar cada vez mais perto do local de onde provinha a luz. Era impressionante a distância que podia cobrir com um só salto. Apareceu bem na frente de Helius, que encontrava-se com a cabeça elevada, pregando sua destruição como o último ensinamento de sua doutrina. Tanto ele quanto Gate se surpreenderam com a chegada e Alice e voltaram rapidamente seus olhos para ela*

O-O que você vai fazer?

*Alice sorriu levemente, mas ainda mantendo as sobrancelhas cerradas. Agarrou-se ao inimigo que estava prestes e explodir*

Deixe que eu assumo daqui.

*Disse enquanto abria sua asas na envergadura máxima. Helius não tinha nem começado a tentar se soltar quando Alice bateu elas umas vez somente, mas com força tamanha que jogou os dois no ar com uma aceleração elevadíssima. Começou então a usar seu teleporte para aumentar a distância percorrida e a aceleração da subida. Um ponto luminoso que deixava um rastro e quebrava a barreira do som podia ser visto e ouvido de todo o campo de batalha. E do outro lado dele, sem saber o que estava acontecendo, o jovem de cabelo cinza e íris vermelhas fitou aquele ponto estranho no céu*

O que é aquilo?

*Disse e uma tosse fraca pode-se ouvir do chão. Era outro androide, de cabelos mais compridos e semblante idêntico ao seu, trajando uma armadura negra reflexiva que o fazia parecer um ciborgue. Tinha uma perfuração profunda em seu peito, porém aparentava uma certa tranquilidade em frente à morte iminente*

A-Aquela é a Alic-ce.


*Slater então se virou para Houx, encarando-o com uma mistura de surpresa e desprezo*

E o que ela está fazendo?

*Houx sorriu mesmo tossindo, com a boca já se enchendo de sangue. A areia fina se levantava e entrava em seus olhos e seu ferimento. O Sol estava perto de se por ao horizonte, mas o ponto de luminosidade crescente mantinha o céu claro feito meio-dia*

O que f-foi programada pra fazer. I-impedir que Helius destrua o p-planeta.

*Slater então se voltou novamente para céu, enquanto Alice e Helius subiam cada vez mais alto. E mais rápido. Este tentava fazer de tudo para se soltar, mas estava debilitado por ter seu núcleo perfurado. Não havia muito que pudesse fazer a não ser encarar a expressão de determinação e esforço absoluto da outra androide*

Isso não vai ser suficiente. NADA vai ser suficiente.

*O rosto de Alice tornou-se ainda mais sério e determinado*

De onde eu venho, você quase acabou com a vida na Terra. E EU NÃO VOU DEIXAR ISSO ACONTECER DESSA VEZ!

*Já haviam saído da atmosfera quando o brilho de Helius atingiu seu ponto máximo e seu gerador finalmente colapsou, acionando uma explosão de quase 1 gigaton de intensidade. Alice sorriu por poder ver com os próprios olhos a imensidão azul lá embaixo enquanto era envolta pela luz, feliz por ter cumprido a sua missão. Lembrou-se da face de seu criador e da paixão platônica que tinha por ele, lembrou-se de quando este foi assassinado por Seleniel, de quando voltou no tempo para ajudá-lo a corrigir o futuro e de todas as pessoas que tinha conhecido no processo*

(Tema desta parte:
)

[
*Num laboratório pouco iluminado, estava sentado numa cadeira em frente a uma tela de computador o androide na armadura negra. Este chamou a bela e magra androide loira*

Alice, venha aqui.

*Ela se aproximou, tímida*

O que foi, mestre?

*Ele sorriu*

Já disse pra não me chamar de mestre. Eu... Preciso que faça algo por mim. Se nada do que fizermos funcionar, eu preciso...

*Relutante, removeu o suor da testa com a mão direita*

Eu sei, mestre. Eu sou a pessoa mais indicada pra isso.

*Ele sorriu pra ela um sorriso de agradecimento, o mais profundo que ela já vira*

Sim... Me perdoe por te pedir isso. E aproveita e vê se me chama de Damon.

*Alice retribuiu o sorriso com um largo, de olhos fechados*
]

*Antes que sua consciência se desfalecesse e depois de reviver esta última cena, disse*

Obrigada, Damon.


*A explosão engoliu toneladas de lixo espacial e foi maior e mais brilhante no céu do que a Lua. O impacto pode ser sentido na atmosfera, quando os ventos aumentaram bruscamente e dispersaram a radiação por entre eles. Do chão, a batalha havia cessado em todos os cantos e Gate permanecia estarrecido. Uma lágrima escorreu do olho esquerdo de Damon Houx, enquanto ele observava o sacrifício de Alice*

Me perdoe, Alice...

*Com sua vista já turva, chamou pelo nome de sua versão mais jovem*

A-Alexander...

*Slater voltou-se para seu inimigo caído novamente, ainda com a mesma expressão de desprezo que sempre teve em relação a Houx. Ele não conseguir suportar aquela visão do futuro, do SEU futuro e da pessoa patética que ele havia se tornado*

Tudo que eu fiz eu fiz pela Kiani. Eu... Nós gostamos d-dela, você sabe disso. Eu não p-pude suportar a morte dela p-pelas mãos de Etherion e por isso v-voltei ao passado. 

*Os olhos de Slater subitamente se arregalaram. Ele nunca havia ouvido aquilo. Kiani... Tinha morrido?*

Minhas ações egoístas só c-criaram um futuro ainda pior. Mas agora as coisas estão como deveriam estar. E-eu nunca vou poder voltar ao meu futuro, mas agora você tem o s-seu.

*Slater se abaixou rapidamente e colocou ambas as mãos nos ombros de Houx*

Ei! Foi por isso que você fez o que fez? Você perdeu pra mim de propósito aqui, pra que eu tomasse o seu lugar!?

*Houx sorriu uma última vez, enquanto seus olhos se fechavam. A luminosidade da explosão dava lugar ao por-do-sol na paisagem árida e alaranjada*

Cuide dela, n-não cometa os m-mesmos erros que eu c-cometi. E-ela te ama t-também.

*E expressão de Slater se tornou ainda mais extrema enquanto começou a gritar, desesperado por ter odiado por todo esse tempo a si mesmo, a todas as emoções que ele tentava suprimir, à bondade, ao companheirismo, à gentileza, ao seu apreço enorme pela sua antiga colega de equipe. Não conseguia imaginar Kiani morrendo. E ainda menos o que faria se isso acontecesse. Subitamente, entendia Damon completamente, como se suas mentes tivessem sido uma o tempo todo. Ele odiara uma versão melhor de si. A pessoa que ele deveria ter sido, mas não teve coragem de ser*

EI! NÃO MORRA! EEII! HOUX!

*Gritou enquanto sacudia o já desfalecido oponente. Parou depois de alguns segundos, quando uma gota pingou no rosto de Damon Houx. E depois outra e outra. Slater chorava pela primeira vez em sua vida, algo o qual ele nem imaginava que era capaz de fazer. Levantou seu corpo e sua cabeça, desferindo o maior grito que já saíra de sua boca*

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!

*E, no horizonte ao fundo, o Sol finalmente se pôs*



Sacrifice – End


Última edição por Katou Kaori em Qua 21 Ago - 19:27, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: My Utopia - Remix   Seg 19 Ago - 10:00

Bateu inspiração pra esse último capítulo ontem e passei mais da metade do dia escrevendo. Corrigi algumas coisas agora, adicionando uma imagem e melhorando algumas partes.

Matei uma das minhas personagens mais fortes e um dos mais importantes neste capítulo. Pois é. Mas valeu a pena, uma das cenas finais de uma temporada épica e cheia das mais variadas referências. O repúdio de Helius pelos seres humanos e de Slater por sua versão futura, o futuro catastrófico criado pela guerra e pelo fanatismo do líder dos Angels e a determinação daqueles que estavam dispostos a fazer qualquer coisa para impedi-lo.

Tem muitas outras partes que eu gostaria de contar, quem sabe não rola mais inspiração pra escrever algo ainda hoje. Cool
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MensagemAssunto: Re: My Utopia - Remix   Qui 22 Ago - 11:15


--- Life Is A Gift ---


*No meio da paisagem desértica, um jovem de cabelos claros estava ajoelhado no chão, ofegante. Sua armadura estava destruída da cintura pra cima e seu corpo era coberto de tatuagens vermelhas, que cessavam seu brilho. Suor pingava no chão enquanto ele se recompunha, quando percebeu uma sombra sobre ele. Levantou seu rosto para ver com seus olhos verdes uma mão estendida em sua direção. Era o amigo de cabelos ligeiramente compridos brancos, Gate. Marihk pegou em sua mão, se levantou e os dois se puseram admirar o horizonte. Poucos segundos depois, um androide metálico, cheio de partes complexas, a maioria delas destruída, caiu à esquerda deles de uma plataforma na enorme montanha ao lado, sendo seguida por outro androide, que tinha pulado lá de cima. O androide de cabelos pretos espetados e sorriso inocente trajava uma armadura de ferro, como um cavaleiro moderno. Os dois ficaram surpresos, mas reconfortados ao vi-lo, que disse*

E aí, o que eu perdi?

*Ambos se entreolharam e começaram a rir, enquanto o amigo levou a mão direita atrás da cabeça e riu também, sem jeito. Fade-out lento para o preto*

(Trilha sonora: 
)

[Damon me disse uma vez que não havia lugar no tempo para os que o alteram. Ele não podia voltar para o seu futuro e não merecia estar nesse.]

*No centro movimentado da cidade futurística, encontrava-se uma larga comitiva na praça central, com dois caixões ao centro, sobre eles repousada a bandeira do governo da Terra. Todos ao redor em roupas formais, prestando continências. Ao fim de um breve discurso, uma fileira de soldados com armas as dispararam para o céu. O androide de cabelos brancos na primeira fila, assistindo tudo de perto*

[Mas ele e Alice deram suas vidas para salvar este mundo. Então, no final, acho que ambos encontraram seus lugares. E deram os de todo o restante de presente.]

*Enquanto desciam os caixões no centro da praça, o pano que cobria as duas estátuas de bronze foi descoberto. Eram Houx e Alice, olhando eternamente para o horizonte, pro futuro que tinham dado à humanidade. Gate sorriu enquanto seguia o fluxo que já se dispersava dali, quando leu no pé das estátuas: "Memorial Gate". Colocou então seus óculos escuros e pôs-se a andar pela calçada com seu braço direito entrelaçado com o de sua companhia, a jovem de pele branca, vestido preto, óculos escuros largos e cabelo azul, olhando para o céu naquele dia cinza, nublado*

[Eu acho que todos nós temos o nosso propósito. Seja carne e osso ou fluido sintético, todos estamos vivos, estamos aqui.]

*Num laboratório mal-iluminado, cheio das mais diversas peças e computadores, sentava-se num degrau em um canto o jovem de cabelos cinzas, de cabeça baixa, apoiando-a nos braços. Ele encarava o chão sem prestar atenção em nenhum ponto ao seu redor quando sentiu uma mão em seu ombro. Uma mão fina e macia, uma mão quente, uma mão conhecida. Virou seu rosto de súbito para contemplar com suas íris vermelhas mareadas Kiani, com seus cabelos pretos compridos, sorrindo para ele um sorriso perfeito*

[Eu já me perguntei muito o que é estar vivo. Se é um batimento cardíaco, se é alguma combinação especial de neurônios, se é alguma alma invisível que todo mundo carrega dentro de si. E se é possível pra alguém como eu, alguém que foi criado, estar vivo.]

*Numa sala completamente branca, o androide arqueiro empunhava seu arco negro, disparando uma rajada de flechas em seu companheiro de treino, que as rebatia em uma velocidade admirável, com sua larga espada. Quando golpeou a última, Nathan, com sua armadura de cavaleiro, sorriu*

Vamo mais uma?

*Seu amigo loiro de olhos verdes também sorriu, abriu sua suit preta fosca até a cintura e tirou os braços para fora. Fechou os olhos e seu corpo foi coberto por tatuagens vermelhas, para logo em seguida dois pares de braços extras surgirem acima e abaixo de seus ombros. Quando abriu o olhos novamente, suas íris estavam vermelhas. Empunhava agora 3 arcos distintos, um dourado, um luminoso e o negro*

Bora.

*Disse e uma máscara surgiu no rosto do adversário, que levantou sua espada e pulou na direção dele*

[Hoje eu acredito que estar vivo é justamente se fazer estas perguntas. É fitar o céu noturno admirando a sua beleza, é sentar-se à beira da janela e sentir o vento passando por entre os seus cabelos.]

*Em uma fábrica de produção em massa, um jovem de cabelo castanho comprido até a testa caminhava, como se inspecionasse o local, acompanhado de uma tímida assistente robótica. Com sua expressão nula, passava por entre os cilindros onde os androides prontos estavam, olhando para todos eles, até parar em frente a um e desembaça-lo com sua mão esquerda. Dentro, em hibernação, havia uma mulher branca e magra, de cabelo preto bem liso. Ele então sorriu*

[Viver é rir, é experimentar, é sentir o mundo ao seu redor. Viver é sofrer, é gritar, é lutar pelo direito de estar vivo.]

*Num pequeno quarto que mais parecia um porão escuro de uma casa qualquer, o androide de quimono negro, cabelos longos bagunçados e faixas cobrindo os olhos apontava para alguns cantos, enquanto outros androides descarregavam caixas em tais locais. Enquanto isso, bem longe dali, uma porta se abria e Gate entrava na antiga sala do falecido amigo viajante do tempo, andando até outra porta e digitando um código na parede. Esta rolou para cima, se abrindo e revelando uma armadura negra reflexiva, muito parecida com a que o próprio Houx costumava usar*

[Viver é estar sempre mudando. Sempre evoluindo.]

*Em uma mesa, iluminada pela tenra luz azul de uma tela, Slater pode ver uma caixa branca com os dizeres: "O futuro é seu, faça o que quiser com ele". Ao abrir tal caixa, notou no instante que se tratava do dispositivo de distorção espaço-temporal de sua versão futura, a máquina do tempo de Damon, que mais parecia um relógio comum. Sorriu com um canto da boca somente e, ao pegar em sua mão por alguns instantes o dispositivo, fechou-a, amassando-o por completo. Colocou a caixa no mesmo lugar e caminhou em direção à porta, onde Kiani se apoiava, esperando por ele*

[Pra mim, a vida é uma dádiva. E cara, como eu gosto de estar vivo.]

*Disse, enquanto sorria e contemplava a bela garota de cabelos azuis ao seu lado, ambos sentados na beirada de um gigante arranha-céu. Ela levava a mão ao rosto, para segurar o cabelo que balançava ao vento. Ele olhava diretamente em seus olhos, hipnotizado por seu azul, como se pudesse ver o universo inteiro refletido neles. Segurou sua mão e então os dois se puseram a fitar o horizonte*


(Parte final do piano na música)
Produzido, dirigido e idealizado por: Itachi.
Com a ajuda de todos vocês!


Season 3 – End
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My Utopia - Remix
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